Carro atravessando área de enchente (Foto: Lovro Rumiha)

 

 

 

 

Não importa a estação: nunca se sabe quando vamos encarar uma enchente, realidade que vale para o país inteiro. Por isso, trazemos algumas dicas para você ter sempre em mente o que fazer quando se deparar com uma situação destas.

 

O conselho unânime entre os especialistas em reparação de veículos e basicamente todos os profissionais do setor automotivo é simples: se seu caminho correr risco de alagamento, não use o carro. Pedro Scopino, vice-presidente de capacitação técnica do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa) é taxativo ao alertar que “se a água passar da metade do pneu é melhor esquecer a chance de atravessar um trecho alagado”. “O risco de ocorrer um calço hidráulico (entrada de água nas câmaras de combustão do motor) é grande e ainda tem a chance de o motorista não ver algum buraco na via”, completa.

Contudo, nem sempre temos alternativas de transporte e há a possibilidade de sermos pegos de surpresa por alguma chuva torrencial. Nestes casos, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) traz alguns procedimentos que você pode adotar para evitar ou ao menos minimizar os danos ao fazer a travessia de uma lâmina d’água, cuja altura não ultrapassa o centro da roda.

 

A primeira tarefa é manter o giro do motor estável, preferencialmente em 2.500 rpm, dirigindo em baixa velocidade em primeira marcha. Isso diminui a variação do nível de água e seu respingar no motor, dificultando a admissão indevida de água, que pode danificar componentes vitais para o carro. Para quem tem carros automáticos, a dica é deixar o câmbio na posição “1” ou “L”, caso não haja opções de trocas manuais, pois assim a central vai manter a marcha constante.

 

Desligar o ar-condicionado também previne que o sistema sugue água na tomada de ar do motor, o que poderia provocar o calço hidráulico afetando pistões, bielas e virabrequim. Se por ventura o veículo “morrer”, jamais tente forçar sua partida. Isto poderia agravar ainda mais os danos que causaram a parada abrupta do propulsor.

Por outro lado, se você conseguir ultrapassar o trecho alagado, corra para a sua oficina de confiança e faça um check-up geral do carro. Mesmo que veículo esteja aparentemente normal, Scopino lembra que “a água pode ter atingido partes do freio ou itens elétricos, como chicotes do câmbio e do ABS, ou pode ter entrado no filtro de ar do motor”, o que pode provocar problemas futuros. O Cesvi também recomenda uma limpeza do sistema de ventilação, sujeito à contaminação por fungos e bactérias em travessias de alagamentos.

 

Carro na enchente (Foto: SECOM Bahia)

Além das dicas de como dirigir sobre lâminas d’água, o centro de segurança viária avalia o nível de vulnerabilidade de diversos modelos do mercado em alagamentos para elaborar o Índice Danos de Enchente. Segundo Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi, o objetivo “não é estabelecer um ranking entre melhor ou pior para atravessar uma enchente, mas comparar modelos da mesma categoria”, a fim de proporcionar uma informação a mais para o consumidor que enfrenta este tipo de situação.

A metodologia analisa treze itens do motor e componentes elétricos que possam causar a parada do carro num trecho alagado, englobando desde altura do duto de escape do cabeçote, taxa de compressão do motor até a proteção e posição do alternador e centrais elétricas. A classificação é feita por estrelas, de zero a cinco, e quanto maior a quantidade, menor o risco de o carro sofrer uma parada ao atravessar um trecho alagado.

 

Atualmente, o banco de dados do Cesvi conta com 25 carros avaliados, entre modelos e versões, considerando apenas os modelos novos que ainda estão à venda. O centro avalia diferentes versões do mesmo modelo, pois a mudança de propulsor influencia na nota, bem como uma possível distribuição diferente dos elementos no cofre do motor.

O mais bem avaliado é o Renault Fluence, único com cinco entrelas, enquanto a menor nota é compartilhada por Chevrolet Onix 1.4 LT e LTZ e Volkswagen Fox 1.0. O critério de escolha dos carros avaliados pelo Cesvi segue a demanda das próprias montadoras ou seguradoras para atualizar o banco de dados do centro.


Ranking dos carros nas enchentes

Renault Fluence Dynamique 1.0 CVT - 5 estrelas
Renault Fluence Privilège 1.0 CVT - 5 estrelas
Honda City LX 1.5 16V automático- 4 estrelas
Honda City EX 1.5 16V automático - 4 estrelas
JAC J5 1.5 VVT 16V - 4 estrelas
Chevrolet Prisma LTZ 1.4 - 3,5 estrelas
Hyundai HB20S 1.6 Premium- 3,5 estrelas
Nissan Versa 1.6 S - 3,5 estrelas
Nissan Versa 1.6 SV - 3,5 estrelas
Nissan Versa 1.6 SL - 3,5 estrelas
Chery New QQ 1.0 12V - 3 estrelas
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 Evo - 3 estrelas
Fiat Palio Attractive 1.4 Evo- 3 estrelas
Jeep Renegade Sport 1.8 Evo manual - 3 estrelas
Volkswagen SpaceFox Comfortline 1.6 - 3 estrelas
Volkswagen SpaceFox Trandline 1.6 - 3 estrelas
Volkswagen SpaceFox highline 1.6 - 3 estrelas
Ford New Fiesta Titanium PLus 1.6 automático - 2,5 estrelas
Ford New Fiesta SE 1.6 Powershift - 2,5 estrelas
Ford New Fiesta Titanium 1.6 Powershift - 2,5 estrelas
Toyota Etios XS 1.3 - 2,5 estrelas
Toyota Etios Sedan XLS 1.5 - 2,5 estrelas
Chevrolet Onix LT 1.4 Econo.flex - 2 estrelas
Chevrolet Onix LTZ 1.4 Econo.flex - 2 estrelas
Volkswagen Fox 1.0 Comfortline - 2 estrelas

 

 

 

 

Fonte: Revista Auto Esporte

Mulher grávida ao volante (Foto: ThinkStock)

 

Muitas dúvidas aparecem quando o primeiro bebê está a caminho. Entre elas, está a melhor maneira de usar o carro a medida em que a gestação avança. Conversamos com o ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Eduardo Zlotnik, que listou o que é recomendado, cuidados e dicas para a gravidez a bordo do automóvel. Confira:


Grávidas podem dirigir?


Não existe nenhuma lei em relação a isso, porém, segundo o especialista, não é recomendado que as gestantes assumam o volante. Isto porque “elas carregam algo extremamente precioso e delicado” e qualquer impacto forte, como um acidente, pode prejudicar o bebê. “Porém, sabemos que este não é o mundo real e que muitas mulheres precisam dirigir durante a gestação, principalmente aquelas que moram em cidades grandes”, finaliza o obstetra.

 

Se for necessário dirigir, é recomendado em até qual período da gestação?

Se a paciente não tiver nenhuma restrição médica, pode dirigir com até cerca de 34 semanas (aproximadamente oito meses). Deve evitar no último mês porque a posição do bebê começa a comprimir a bacia, o que causa desconforto, necessidade de fazer xixi em curtos períodos de tempo e cólicas. “No trânsito ela está ‘presa’ e se precisar de alguma coisa, não tem como sair”.

 

Qual a maneira correta de posicionar o cinto de segurança?

O cinto deve ser colocado da mesma forma de quando a mulher não está grávida, ou seja, abaixo da barriga. Vale lembrar que o ideal é usar o cinto de três pontos (com uma baixa que corre sobre o peito e outra sob a barriga)

 

O que fazer se sentir contrações enquanto dirige?


O especialista recomenda parar o carro em um lugar seguro e pedir ajuda. “Se a contração for leve, talvez ela possa continuar a dirigir, porém é bom evitar pois ela vai ficar ansiosa e preocupada.”


O que pode ser feito para melhorar o desconforto ao dirigir?

Para melhorar a tensão da região lombar, a gestante pode posicionar uma pequena almofada na região.

 

Quanto tempo após o parto a paciente pode voltar a dirigir?

No geral, não tem um tempo exato para voltar a dirigir. Caso não haja restrição, é recomendado voltar depois de 40 dias caso a mulher tenha passado por uma cesariana. Se o parto for normal, o obstetra afirma que pode voltar ao volante 15 ou 20 dias depois.

 

Dicas do especialista


• Mulheres grávidas correm risco maior de ter queda de pressão. Vale a pena ficar atenta em relação aos sintomas e deixar de dirigir caso já tenha ocorrido.

• Dirija o mínimo possível.
• Evite longos trajetos.

Se puder, opte por serviços de motorista particular como táxi, Uber e Cabify.

Caso continue trabalhando durante a gravidez, procure pegar carona com colegas do trabalho para evitar dirigir diariamente.

Prepare-se durante a gravidez para deixar de dirigir em algum momento. Eventualmente isto vai acontecer, se planeje para que não se torne um choque.

• Sempre que possível, mulheres grávidas devem andar no banco traseiro do veículo.

• Não tenha pressa para voltar a dirigir. A musculatura abdominal fica "solta" após o parto e isso causa desconforto.

 

 

Fonte: Revista Auto Esporte

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